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Estão vendendo as igrejas. Na Europa.
Deu na Folha de São Paulo: estão vendendo os templos na Suíça, Inglaterra, Escócia e em alguns países nórdicos. Até na Espanha e na Itália que são trincheiras católicas. Aguaram-se as fragatas...
Sem entrar no mérito religioso e questiúnculas teológicas - já pensou morar numa igrejinha?
Sala de visita espaçosa integrada com a cozinha de pé direito alto e com aquela luz sedutora transpondo os vitrais, as laterais da nave se transformariam em quartos e saletas personalizadas: de leitura, de costura, de aula particular, de tv, de meditação e ainda o escritório. Na sacristia, ficariam os banheiros, bem contemporâneos, com espaço reservado para uma sauna seca. Um projeto redefiniria o altar no quarto principal, com direito a home theater, closet e banheira ofurô. No mezanino, onde o coral se apresenta, uma pequena academia. Por que não um ateliê? Um estúdio? O confessionário seria adaptado para... Para confessionário mesmo: as amigas vão adorar!
Pensando com um pouco mais de objetividade, sou capaz de deixar um local reservado para uma capela... Seria bem na entrada, onde era o batistério, hoje completamente em desuso. Na capela sincrética: imagens de santos e budas, yansã e outros orixás, shivas e maomés e foto de Allan Kardec.
Pensando melhor ainda... Já me vejo alugando a capelinha para casamentos íntimos, sem arroz, sem confete, sem acessórios high tech e sem firulas de espécie alguma. Aliás, o casamento no meeeeu templo, obrigatoriamente, será em latim. E ponto final.
Na locação da capela ganha de brinde a fotógrafa e a mestre de cerimonial. Adivinhem quem? Por isso tudo, a quantia módica de... Quanto? Nunca fui boa para negociar cachês e cafés... Com certeza, em cinco anos recuperaria o investimento de aquisição da igreja.
Poderia também arrendar a sala-cozinha - lembrando que é a nave principal - para uma pequena recepção de não mais de trinta e oito pessoas. E... Também poderia alugar o meu quarto para a suíte nupcial e os demais quartos para os padrinhos. E dessa forma ninguém sairia bêbado e ecstasyados pelas estradas ou ruas da cidade.
Nossa... Eu não sabia o que mais inventar, agora descubro: vou sair atrás de um padre que queira vender sua igreja por absoluta carência de fiéis. A colônia está cheia de paróquias. Com sorte, uma igreja que inclua o campanário, muito mais charmoso.
O problema é achar o vigário pelas freguesias do interior...
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quinta, 03 de maio de 2007 |
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sennsacional,podes creer que hoy mismo por la mañana he visto aca donde vivo un cartório de registro civil que un dia ya foi una capillita asi que me quede pensando que poderia hacer una casa en este estilo,e para sorpresa quando abro mi mail encuentro esta hermosura de texto,bueno dale nena que estas adelante.............. |
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feijao |
04.05.2007 - 20:51 |
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Mas olha só... como as coisas devem ser pensadas juntas... minha amiga Celina disse q é imprenscindível uma adega... claro! Onde? No batistério? Se é uma igrejinha q se preze deve ter uma passagem secreta... sabe-se lá dos padres e seus sacrilégios...
Mônica manda avisar q sabe de uma no bairro Olarias. Caindo aos pedaços... taí um objetivo para a comunidade.... Valeu, meninas! |
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Eu mesma... |
04.05.2007 - 09:39 |
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Que maravilhoso LOFT, inda mais eu vestida de sacristã.
Gostoso de ler!!!!
Wust 03/05 |
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Maria Ines |
03.05.2007 - 20:01 |
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Muito bom esse teu texto. quando se começa a ler não dá mais para parar. Show |
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Maurício |
03.05.2007 - 16:23 |
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